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Tecnologia

Rolls-Royce apresenta navios de cargas autônomos

Primeiro modelo comercial no mundo foi operado remotamente no Porto Copenhaga, na Dinamarca

A Rolls-Royce e a operadora de reboques  Svitzer demonstraram com sucesso o primeiro navio comercial do mundo operado remotamente no porto de Copenhaga, Dinamarca.

Em tempos de drones e veículos autônomos, a Rolls-Royce está desenvolvendo navios de carga que não precisam da presença de seres humanos para navegar. O objetivo é de que os capitães fiquem em uma base e consigam controlar centenas de barcos, ao mesmo tempo, sem nenhum tripulante.

Este é um mercado que movimenta US$ 375 bilhões por ano, por isso o interesse da Rolls-Royce. Regiões como o Mar Báltico, na Europa, seriam as primeiras a receber essas embarcações, dentro de uma década, enquanto o resto do mundo teria de esperar mais tempo em função do ceticismo da indústria naval.

O fator econômico é outro ponto positivo do projeto. Em um barco não-tripulado carrega mais carga em espaços de instalações que são necessárias para homens, como energia elétrica, ar condicionado, água e alimentação. Os barcos ficariam 5% mais leves antes de receber os carregamentos e gastariam de 12% a 15% menos combustível.

O PROJETO

O projeto “AAWA” – Advanced Autonomous Waterborne Applications – está testando arranjos de sensores na Finlândia e criou a simulação de um painel de controle para navio autônomo que permite que todo o sistema de comunicação seja explorado.

Além dos mecanismos altamente automatizados, drones acompanhantes podem ser utilizados para guiar os navios e pedir ajuda. As melhorias de segurança como telas de comando transparentes que alertam sobre icebergs e outros perigos também são impressionantes. O navio precisará de apenas dois capitães para comandá-lo.

Porém, embora o projeto Remote & Autonomous Ships empregue muita tecnologia e inteligência artificial, a Rolls Royce não quis deixar de lado o fator humano; um engenheiro é capaz de detectar barulhos que podem indicar problemas no motor, algo que teoricamente só poderia ter sido realizado por uma pessoa que conhece esse distinto som.

Além disso, o fator de decisão também é destacado como uma característica humana e não da parte robótica do projeto. Um possível motor com defeito, algo que – também teoricamente – só poderia ser decidido por um conjunto humano de funcionários. Atualmente, navios sem pessoas à bordo são proibidos. Convenções internacionais estabelecem um número mínimo de tripulantes para que um barco possa navegar em águas internacionais.

A Federação Internacional de Trabalhadores de Transporte, que representa mais de 600 mil do 1 milhão de profissionais desta área, manifestou repúdio ao projeto.

Fontes: Rolls-Roycemercadomaritimoportalmaritimocolunatech

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Carlos Alberto Alonso

Nascido em São Paulo-SP - Brasil. Formado em Economia pelas FMU, tendo atuado em empresas de 1ª linha como: The First National Bank of Boston, Grupo Bunge Born, Valmet Oi, Citrosuco Paulista S/A, Brahma e AmBev, atualmente atuando como trader no mercado forex e criptomoedas. 

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