Dra. Katia Moitta alerta: A saúde íntima feminina não precisa ser silenciada após os 40
Desconfortos comuns, tabus persistentes e os avanços que transformam a qualidade de vida da mulher madura
Dra. Katia Moitta alerta: A saúde íntima feminina não precisa ser silenciada após os 40
Por décadas, desconfortos íntimos femininos foram tratados como um destino inevitável do tempo. Ardor, ressecamento vaginal, dor durante as relações, infecções recorrentes e até a perda da libido foram rotulados como “normais da idade”, empurrando milhares de mulheres ao silêncio, à resignação e, muitas vezes, à culpa. Hoje, a ciência é clara: embora essas mudanças sejam comuns, elas não precisam ser aceitas como definitivas. Para muitas mulheres a partir dos 40 anos, falar sobre saúde íntima ainda é um tabu. Vergonha, desinformação e a falsa ideia de que “não há o que fazer” fazem com que sintomas importantes sejam ignorados. Esse silêncio, no entanto, vai muito além da esfera sexual: ele impacta diretamente a autoestima, o bem-estar emocional, os relacionamentos e a qualidade de vida como um todo.
As mudanças hormonais e seus impactos reais
Com a chegada do climatério e da menopausa, a redução hormonal provoca alterações significativas nos tecidos íntimos. O afinamento da mucosa vaginal, a diminuição da lubrificação, a flacidez, o desconforto urinário e a maior predisposição a infecções fazem parte de um processo fisiológico. O problema está em naturalizar o sofrimento, quando, na verdade, existem caminhos seguros e eficazes para promover alívio e recuperação funcional. Segundo a Dra. Kátia, especialista em saúde íntima feminina, é fundamental diferenciar o que é natural do que é tratável. “O corpo da mulher passa por transformações importantes ao longo da vida, mas isso não significa abrir mão do conforto, do prazer e da autonomia sobre o próprio corpo. Hoje, dispomos de recursos que respeitam a individualidade feminina e oferecem resultados reais”, explica.

Avanços da medicina regenerativa e integrativa
A medicina regenerativa e integrativa tem ampliado significativamente as possibilidades de cuidado nessa fase da vida. Tratamentos não cirúrgicos, minimamente invasivos e personalizados atuam na regeneração dos tecidos íntimos, melhorando a elasticidade, a lubrificação, a função vaginal e urinária, além de contribuírem para o resgate da confiança e da qualidade de vida. Mais do que tratar sintomas isolados, o olhar atual para a saúde íntima feminina propõe acolhimento, escuta e informação. Buscar avaliação com profissionais especializados em saúde da mulher permite compreender as opções disponíveis para cada fase da vida, sem julgamentos ou padrões impostos. Falar sobre saúde íntima é falar de dignidade, autonomia e bem-estar. Para as mulheres 40+, romper o silêncio é, também, um ato de cuidado consigo mesmas, e um passo essencial para viver essa etapa da vida com mais conforto, segurança e plenitude.
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Fotos: Divulgação/acervo pessoal
Jornalista: Ranai Lima
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