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ECONOMIA E NEGÓCIOSNegócios

Vem aí a Eletrochina e Chimig

As empresas de energia elétricas chinesas e os fundos de investimento estrangeiros são vistos como os prováveis ​​proponentes nas próximas vendas de ativos no setor elétrico brasileiro, uma vez que os as empesas de serviços de utilidades públicas procuram erradicar anos de má gestão política e balanço supra dimensionado, de acordo com advogados familiarizados com o mercado.

As Centrais Elétricas Brasileiras SA, conhecidas como Eletrobrás e Cemig – Cia Energética de Minas Gerais SA, planejam alienar ativos de geração e transmissão, incluindo suas participações em algumas das maiores hidrelétricas do Brasil – Santo Antônio e Belo Monte.

Foto: Hidrelétrica Santo Antonio - PAC.GOV.
Foto: Hidrelétrica Santo Antonio – PAC.GOV.

 

Foto: Hidrelétrica Belo Monte - PAC.GOV.
Foto: Hidrelétrica Belo Monte – PAC.GOV.

Os principais investidores estratégicos chineses, provavelmente serão os concorrentes vencedores das barragens, porque o tamanho dos projetos se encaixam melhor em suas estratégias e eles estarão dispostos a pagar mais.

“Seria muito difícil atrair um investidor americano ou europeu para um projeto desse tamanho”, disse Tiago Figueiró, do escritório de advocacia Paulo Veirano Advogados com sede em São Paulo, que faz parte da equipe envolvida em questões do setor elétrico.

Os conglomerados chineses gradualmente se tornaram a força dominante no setor elétrico brasileiro, onde uma dívida elevada, uma recessão severa e barreiras de aquisição menos rigorosas do que em outros mercados importantes provocaram uma onda de aquisições.

A Eletrobrás e a Cemig planejam desinvestimentos para reduzir dívidas e amortecer o impacto da recessão mais severa registrada no Brasil, a maior economia da América Latina.

Desde o início de 2015, as empresas chinesas foram compradoras na maioria das fusões de energia anunciadas no Brasil, de acordo com dados fornecidos pela agência Thomson Reuters.

O Brasil tem sido o primeiro destino global de M & A do país para a China State Grid Corp [STGRD.UL], a maior prestadora de serviços de utilidade pública do mundo, desde 2010, representando 43% dos US$ 37 bilhões que gastou em aquisições durante esse período, mostraram dados da Thomson Reuters.

Para a China Three Gorges Corp [CYTGP.UL], uma geradora de energia que possui a segunda maior represa do mundo, a represa “Three Gorges” (Três Gargantas), no rio Yang-tsé -China, as aquisições no Brasil, representaram 19 % dos negócios de M & A de US$ 30,6 bilhões no mesmo período.

Foto: Divulgação - Euan Mearns
Represa Three Gorges na China – Segunda maior do mundo – Foto: Divulgação – Euan Mearns

José Oliva, um advogado da Pinheiro Neto Advogados, com sede em São Paulo, disse que os planos de venda de ativos da Eletrobrás e da Cemig provavelmente não serão muito afetados pela turbulência política em curso no Brasil, uma vez que as aquisições do setor de energia são percebidas como um investimento de longo prazo.

A Cemig, que é controlada pelo estado brasileiro de Minas Gerais, incluiu parques eólicos e pequenas barragens elétricas em um plano de alienação no valor de 6,5 bilhões de reais (1,41 bilhões de libras).

A Eletrobrás – maior holding de energia do Brasil – está vendendo participações em mais de 100 projetos, dos quais poderia buscar cerca de 5 bilhões de reais.

Bancos, advogados e executivos da indústria esperam que os fundos de investimentos e pensões da Europa e da América do Norte ofereçam as participações minoritárias que a Eletrobrás e a Cemig têm em projetos menores, como linhas de transmissão de energia e empresas de energia renovável.

Paulo Dalla Nora, gerente de ativos da FIR Capital, diz que já viu interesse de investidores estrangeiros, particularmente em ativos de energia renovável.

Fonte:  The New York Times by Marcelo Teixeira, edição de Guillermo Parra-Bernal e Leslie Adler

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Carlos Alberto Alonso

Nascido em São Paulo-SP - Brasil. Formado em Economia pelas FMU, tendo atuado em empresas de 1ª linha como: The First National Bank of Boston, Grupo Bunge Born, Valmet Oi, Citrosuco Paulista S/A, Brahma e AmBev, atualmente atuando como trader no mercado forex e criptomoedas. 

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