Menopausa sem tabu: Uma abordagem cuidadosa da Dra. Kátia Moitta
Uma medicina que acolhe, orienta e devolve protagonismo às mulheres
Menopausa sem tabu: Uma abordagem cuidadosa da Dra. Kátia Moitta
Por décadas, a menopausa foi um assunto cercado de silêncio. Algo que a mulher deveria atravessar sem questionamentos, quase como uma prova de resistência. Ondas de calor, alterações de humor, insônia, fadiga, ganho de peso, queda de libido e dificuldade de concentração eram naturalizados como “parte da idade”. Pouco se falava, no entanto, sobre o impacto real dessa fase na vida da mulher.
Para a médica ginecologista integrativa Dra. Kátia Moitta, essa negligência vai muito além dos sintomas físicos.
“A mulher aprendeu que precisava aguentar. Que sentir desconforto, cansaço ou alterações emocionais fazia parte do processo. O que faltou, por muito tempo, foi informação e um espaço seguro de escuta”, afirma.
Segundo a especialista, o problema central nunca foi apenas a menopausa, mas a forma como ela foi culturalmente silenciada.
Uma nova realidade para a mulher contemporânea
Hoje, essa realidade começa a mudar. A mulher moderna vive cerca de um terço da sua vida no período do climatério e da menopausa. Diferente das gerações passadas, existem hoje estratégias individualizadas para cuidar da saúde feminina de forma integral.
A medicina avançou, o acesso à informação se ampliou e, com isso, cresce também a consciência sobre a importância de um acompanhamento especializado.
Para Dra. Kátia, o verdadeiro cuidado vai muito além de tratar sintomas isolados.
“Quando eu escuto essa mulher por inteiro, sua rotina, profissão, vida emocional e familiar, consigo entender como a menopausa impacta cada área da vida dela. É aí que o cuidado faz sentido.”
Essa escuta ativa permite compreender que cada mulher vive essa fase de forma única, exigindo abordagens personalizadas e humanizadas.
Menopausa e carreira: desafios silenciosos
Essa abordagem se torna ainda mais relevante no ambiente profissional. Muitas mulheres relatam perda de confiança, dificuldade de concentração e sensação de invisibilidade justamente nesta fase da vida.
Em muitos casos, deixam de se posicionar, buscar crescimento ou reconhecer o próprio valor por não entenderem o que está acontecendo com seus corpos. O acompanhamento médico adequado, aliado à informação, devolve segurança, autoestima e protagonismo.
Romper o silêncio é um ato de autocuidado
Romper o tabu da menopausa, segundo Dra. Kátia, é também uma questão de saúde pública e qualidade de vida. Falar sobre o tema não é sinal de fragilidade, mas de maturidade, autocuidado e consciência. “A menopausa não precisa ser um período de sofrimento. Com informação, acompanhamento e acolhimento, ela pode ser vivida com muito mais equilíbrio, autonomia e bem-estar”, reforça.
Quando a mulher encontra acolhimento, conhecimento e cuidado, a menopausa deixa de ser um marco de perda. Torna-se, sim, uma fase de ajuste, reconexão e fortalecimento.
Mais do que uma transição biológica, esse período pode representar um novo ciclo de consciência, autonomia e protagonismo feminino, quando a mulher passa a se reconhecer, se respeitar e se priorizar.
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Fotos: Divulgação/acervo pessoal
Jornalista: Ranai Lima
Captação: Ana Vitoria
Redação: Eduardo Benjamim
Arte: Luiza Graciano
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