Música

Baterista carioca Alfredo Dias Gomes mergulha no improviso jazzístico

Totalmente autoral em “Metrópole”. O disco chegou às plataformas digitais no dia 7 de junho

Alfredo Dias Gomes mergulha no improviso jazzístico totalmente autoral em “Metrópole”

Sobretudo, baterista lança seu 13º álbum, uma carreira solo iniciada em 1993, depois de gravar e acompanhar nomes como Ivan Lins, Hermeto Pascoal, Lulu Santos e Heróis da Resistência

Principalmente, um ano após seu elogiado “Jazz Standards”, o baterista carioca Alfredo Dias Gomes reaquece a cena instrumental brasileira com seu 13º disco solo “Metrópole”. Todavia, gravado em seu próprio estúdio, na Lagoa, com o engenheiro de som Thiago Kropf, o disco chega às plataformas digitais a partir do dia 7 de junho,  – download e streaming no iTunes, Spotify, Deezer, Amazon e YouTube Music. “No final do ano passado comecei a compor para o novo disco e mantive o estilo jazzístico do último trabalho, sendo que em “Metrópole” também toco os teclados, além da bateria”, comenta o baterista, que começou a gravar as bases do disco em fevereiro com o baixista Jefferson Lescowitch.

Baterista carioca Alfredo Dias Gomes mergulha no improviso jazzístico
Capa Metrópole – Foto Divulgação

Dessa forma, com a piora da pandemia no Brasil, Alfredo optou por gravar os metais remotamente, convidando o trompetista Jessé Sadoc e o saxofonista Widor Santiago, que gravaram de suas casas e enviaram os áudios via internet. Posteriormente, a masterização foi realizada no Abbey Road Studios – o icônico estúdio em Londres – e feita pelo engenheiro de som Andy Walter, que já masterizou discos de David Bowie, Jimmy Page, Coldplay, The Who, The Beatles, dentre outros.

Metrópole traz em sua concepção o enfoque no improviso

Assim, com temas curtos, “Metrópole” traz em sua concepção o enfoque no improviso, que se desenvolve, especialmente, dentro da forma da composição, característica dos discos de jazz. Abrindo o disco, a faixa-título “Metrópole” é classicamente jazzística (walking bass), com acordes peculiares esquentando os solos de trompete e sax. Assim,  finaliza com a bateria, o baixo e o trompete em conversação mútua. Em compasso 5/4, “Resedá” – uma homenagem à rua onde nasceu – tem uma melodia abrasileirada e tema em uníssono, com a bateria livre costurando a melodia. Além disso, dedicada à memória do irmão Marcos (1965-1968), a balada jazzística “Saudade” ressalta uma melodia emotiva,  com destaque para os solos de baixo e de flugelhorn, ambos de extrema sensibilidade.

Baterista carioca Alfredo Dias Gomes mergulha no improviso jazzístico
Alfredo Dias Gomes – Foto Leandro Marques

Em compasso 6/4, “Andaluz” traz melodia espanholada em uníssono de baixo e teclado, com solo de Jessé Sadoc. Da surdina ao som aberto, o trompete “entrega” o solo para Widor Santiago, modulando para um melodioso solo de sax. Em clima crescente, até o clímax reunindo todos os instrumentos na melodia final,. Deste modo, terminando com intervenções vigorosas da bateria. “Expresso do Oriente” é jazzística (walking bass).  Em suma, com andamento rápido, melodia arábica e acordes característicos que instigam os solos de trompete e sax. Com uma bateria condutiva e em diálogo com os solistas. Sendo assim, o jazz-fusion “Cidade da Meia-Noite” faz prevalecer o suingue.  Com melodia incisiva de metais e solos de baixo, trompete e sax – este lembrando o lendário saxofonista Michael Brecker. Já “Grand Prix”, outro jazz fusion, tem andamento rápido e solos vibrantes de trompete e sax, com bateria livre explorando os pratos.

ALFREDO DIAS GOMES

Sobretudo, nascido no Rio de Janeiro, Alfredo Dias Gomes estreou profissionalmente na música instrumental aos 18 anos, tocando na banda de Hermeto Pascoal, com quem gravou o disco “Cérebro Magnético” e participou de inúmeros shows, com destaque para o “II Festival Internacional de Jazz de São Paulo”. Também tocou e gravou com Márcio Montarroyos, Ricardo Silveira, Arthur Maia, Nico Assumpção, Ivan Lins e muitos outros, além de participar da primeira formação do grupo Heróis da Resistência.

Principalmente,  completam sua discografia o single “Vou Deitar e Rolar”, de 2020,  e os álbuns “Jazz Standards” (2020), “Solar” (2019), “ECOS” (2018), “JAM” (2018), “Tributo a Don Alias” (2017), “Pulse” (2016), “Looking Back” (2015), “Corona Borealis” (2010), “Groove” (2005), “Atmosfera” (1996, com participações de Frank Gambale e Dominic Miller); “Alfredo Dias Gomes” (1991, com a participação especial de Ivan Lins) e “Serviço Secreto”, de 1985.

Afinal, para ouvir CD “Metrópole” –  online clique neste link

Ficha técnica:

Alfredo Dias Gomes – bateria e teclados

Jessé Sadoc – trompete e flugelhorn

Widor Santiago – saxofone

Jefferson Lescowich – baixo

Acima de tudo, todas as composições são de Alfredo Dias Gomes

Enfim, gravado e mixado no ADG Studio por Thiago Kropf e Alfredo Dias Gomes

Masterizado no Abbey Road Studios por Andy Walters

Design da capa – Leila Sarmento

Fonte: Cezanne Comunicação e Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte

Foto: Leandro Marques

Siga Alfredo Dias Gomes no Instagram: @alfredo.diasgomes

Siga Lourdes Castro no Instagram: @lourdescastrojornalista

Lourdes Castro

Nascida em São Paulo, Capital - SP, Brasil, Formada em Comunicação Social pelas Fiam- Faculdades Integradas Alcântara Machado, Pós Graduada em Administração de Marketing pela Fecap, Especialização em Assessoria de Imprensa pelo Senac. Jornalista, Assessora de Imprensa e Produtora do Programa Fama & Destaque da Apresentadora Viviane Alves, pela TV Guarulhos. MTB 15521

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