Muito além da longevidade: o trabalho da Dra. Paola Teruya na construção do envelhecimento saudável
Médica geriatra une excelência técnica, acolhimento familiar e prevenção para transformar a experiência do envelhecer
Muito além da longevidade: o trabalho da Dra. Paola Teruya na construção do envelhecimento saudável
Em uma sociedade que envelhece cada vez mais rápido, discutir saúde, autonomia e qualidade de vida deixou de ser apenas uma pauta médica, tornou-se uma necessidade urgente. O Brasil vive uma transformação silenciosa: a população 50+ cresce, os centenários se multiplicam e, junto com a longevidade, surgem novos desafios físicos, emocionais e familiares. Nesse cenário, a geriatria ganha protagonismo ao mostrar que envelhecer bem não depende apenas da genética, mas de escolhas, acompanhamento e prevenção ao longo da vida.
É exatamente nessa construção de um envelhecimento mais saudável, humano e consciente que a Dra. Paola Teruya vem se destacando. Médica geriatra, especialista pela USP e titulada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), ela transformou a prática clínica em um verdadeiro compromisso com o cuidado integral do paciente e de toda a família.
A história da Dra. Paola com a geriatria nasceu da prática, e da sensibilidade de perceber que apenas o conhecimento clínico tradicional não era suficiente para atender, da melhor maneira, uma população cada vez mais longeva. Após atuar em um hospital com predominância de pacientes acima dos 80 anos, ela compreendeu que o envelhecimento exige um olhar específico, estruturado e profundamente humano.
“Eu percebi que, apesar de já ter uma residência de clínica médica, ainda faltavam conhecimentos necessários para atender a pessoa idosa da melhor maneira possível”, relembra.
Foi então que, em 2018, decidiu ingressar na especialização em Geriatria pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, um dos maiores centros de referência da América Latina. A experiência transformou completamente sua visão sobre o processo de envelhecimento.
Ao unir a vivência adquirida em grandes hospitais privados com a formação em um dos principais serviços públicos de ensino médico do país, Dra. Paola passou a enxergar a geriatria além do tratamento de doenças: como uma ferramenta de promoção de autonomia, funcionalidade e dignidade.

O momento certo para começar a cuidar do envelhecimento
Embora muitos ainda associem a geriatria apenas aos pacientes muito idosos, Dra. Paola defende uma abordagem preventiva e antecipada. Em seu consultório, ela acompanhou durante meses pacientes acima dos 90 anos, inclusive diversos centenários simultaneamente. E foi justamente essa vivência que fortaleceu sua principal bandeira: quanto antes começa o acompanhamento, maiores são as possibilidades de prevenção.
“Quando chegamos ao paciente centenário, ainda temos muito a fazer. Mas fazemos mais tratamento do que prevenção. Quando começamos antes, prevenimos mais e tratamos menos.”
Por isso, ela recomenda que o acompanhamento geriátrico se inicie por volta dos 50 anos, ou até antes. É nessa fase que ainda existe tempo para ajustes importantes no estilo de vida, controle de doenças crônicas, fortalecimento muscular e construção de hábitos que influenciarão diretamente a qualidade de vida nas próximas décadas.
A médica destaca que o envelhecimento saudável não acontece de forma automática. Ele é resultado de um conjunto contínuo de boas decisões.
A geração 50+ e o peso de múltiplas responsabilidades
Outro ponto que chama atenção na atuação da Dra. Paola é seu olhar atento para os desafios emocionais e sociais da geração 50+. Segundo ela, trata-se de uma fase marcada por sobrecarga e múltiplas responsabilidades.
São pessoas que ainda sustentam emocional e financeiramente filhos adolescentes ou jovens adultos, enquanto começam a cuidar dos próprios pais idosos. Muitas vezes, especialmente no caso das mulheres, acumulam ainda funções domésticas e profissionais justamente no auge da carreira.
“O adulto 50+ está sendo engolido por múltiplas funções muito importantes. E é muito difícil conseguir se priorizar nesse momento.”
Nesse contexto, o acompanhamento médico regular deixa de ser apenas uma questão de saúde física e passa a representar autocuidado, equilíbrio e preservação da qualidade de vida.

Um cuidado que acolhe toda a família
Na prática geriátrica da Dra. Paola, o paciente nunca é visto de forma isolada. Principalmente nos casos de idosos mais dependentes e em acompanhamento domiciliar, ela acredita que o cuidado só funciona verdadeiramente quando toda a família é acolhida.
O familiar responsável, os cuidadores contratados e todos que participam da rotina daquele paciente precisam ser ouvidos, orientados e integrados ao processo terapêutico.
“Não tem como orientar mudanças sem compreender o funcionamento daquela família e o dia a dia daquele paciente.”
Esse olhar humanizado reduz complicações, evita internações desnecessárias e fortalece vínculos fundamentais para a adesão ao tratamento. Mais do que cuidar de doenças, Dra. Paola busca preservar a qualidade de vida coletiva, do paciente, da família e de quem está por trás do cuidado diário.
Técnica, empatia e presença: o diferencial que a tecnologia não substitui
Em um mundo cada vez mais tecnológico, Dra. Paola acredita que a inteligência artificial pode otimizar processos e auxiliar diagnósticos, mas jamais substituir aquilo que considera essencial na medicina: a conexão humana. “O comprometimento, o estar próximo, a empatia e a capacidade de ouvir outro ser humano são insubstituíveis.”
Essa filosofia é refletida na relação próxima que constrói com seus pacientes. Não raramente, começa atendendo os pais e, com o tempo, passa a acompanhar filhos, genros, noras e diferentes gerações da mesma família.
Mais do que uma médica, torna-se parte da história dessas pessoas.

Envelhecer bem exige constância, não perfeição
Ao falar sobre prevenção, Dra. Paola reforça que envelhecer bem não significa buscar perfeição, mas sim constância. Alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade, vacinação, controle de doenças crônicas e relações saudáveis formam a base para uma longevidade funcional e com autonomia.
Ela também chama atenção para a importância da musculação e da preservação da massa muscular, destacando que a perda muscular começa já após os 30 anos.
“A reserva muscular é tão importante quanto a reserva financeira para manter qualidade de vida.”
Mas, acima de tudo, ela defende que pequenas mudanças contínuas são mais importantes do que metas impossíveis. “O ótimo é inimigo do bom. Não precisa fazer tudo perfeito. É preciso começar.”
Envelhecer é uma conquista
Para Dra. Paola, envelhecer deve ser visto como um privilégio, uma conquista construída ao longo da vida. Afinal, chegar aos 80 ou 90 anos significa ter superado inúmeros desafios, doenças e adversidades. A grande questão, segundo ela, não é apenas viver mais, mas viver melhor. E isso exige planejamento, consciência e um olhar integral para corpo, mente e relações humanas.
Em tempos em que a estética frequentemente ocupa o centro das atenções, a médica propõe uma reflexão necessária: cuidar apenas da aparência externa sem olhar para a saúde interna cria resultados superficiais e passageiros. “Precisamos gerenciar o envelhecimento como um todo.”
Com uma atuação marcada pela excelência técnica, pela empatia e pela defesa de um envelhecimento ativo e humanizado, Dra. Paola Teruya se consolida como uma das vozes que vêm transformando a forma como o Brasil enxerga a longevidade, não como fim, mas como continuidade, propósito e qualidade de vida.
Conheça mais sobre seu trabalho
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