Sustentabilidade

Construções sustentáveis ganham a preferência de arquitetos

As vantagens de optar por esse tipo de instalação são inúmeras: telhados e fachadas “verdes”, como são chamados, ajudam a evitar as ilhas de calor, as emissões de gases do efeito estufa, na contenção de alagamentos e muito mais.

A Ecotelhado, empresa que atua desde 2005 na inovação de soluções em infraestrutura verde urbana, foi escolhida para o projeto sustentável da AT Arquitetura no novo campus da Universidade do Vale dos Sinos em Porto Alegre, um grande complexo arquitetônico construído para aprimorar o uso da energia por meio de fachada e telhados verdes.

Residencia Itu SP Laminar Alto - Divulgação
Residencia Itu SP Laminar Alto – Divulgação

Segundo o arquiteto Mauricio Ceolin, o desafio e a preocupação foram de devolver a massa verde que existia no local. Então transformar o espaço e dar uma parede completamente verde, sem vitrines, foi a premissa inicial do projeto arquitetônico e também um dos seus maiores desafios. Cada detalhe contou para que o projeto se tornasse um campus inovador e verde. Tarso Carneiro, engenheiro, comenta que as ações de sustentabilidade foram projetadas durante cinco anos, inspiradas em experiências de universidades dos EUA, da Espanha e da Coreia do Sul.

As coberturas possuem dois sistemas: o Laminar Médio e o Alveolar Leve. O sistema Laminar Médio é ideal para ser instalado em superfícies planas, tem uma reserva de água de até 50l/m/². Este sistema permite a reutilização de água e nutrientes gerados no estabelecimento, evitando a irrigação com água potável – um desperdício gerado com a criação dos telhados verdes comuns.

Sorocaba - Platanos - Foto Marco Peres
Sorocaba – Platanos – Foto Marco Peres

O Sistema Alveolar Leve é composto de uma membrana alveolar que reserva 30l/m² de água e seu uso permite inclinação no telhado de até 10° ou 20%.O sistema é mais eficiente que o telhado verde convencional. Como os nutrientes já estão presentes na água de reuso, o substrato perde sua função de nutrição das plantas, se tornando apenas um peso extra sobre a estrutura. Toda irrigação é subsuperficial, e não há contato da água com o ar, o que evita a proliferação de mosquitos. São cerca de 2835m² de telhados verdes. Neles é utilizado o boldo-de-jardim como vegetação, por ser bem tolerante ao estresse hídrico e exigir baixa manutenção.

No jardim vertical foi utilizado o sistema Mamute.  Este sistema, além de não precisar impermeabilização, tem reserva de água, diminuiu a frequência de rega da parede verde e proporciona a economia de água. A fachada conta com mais de 800m², revestidas por flores, elas são irrigadas por um sistema de irrigação automatizada em que a água da chuva é captada pelos telhados verdes dos prédios. A parede verde é um dos xodós do projeto. O objetivo foi fazer um desenho abstrato e natural com a mescla de espécies e favorecer o aumento da biodiversidade. É o maior jardim vertical da região sul.

Para o engenheiro agrônomo, João Manuel Linck Feijó, o conceito melhora visualmente, já que minimizar o impacto dessa edificação na malha urbana, e melhora a qualidade e a umidade do ar, filtra as nanopartículas e diminui os efeitos da emissão de carbono, atenuando assim a poluição. Além disso, contribui para eficiência energética e o conforto ambiental do empreendimento todo, com o isolamento acústico e térmico na construção.

Ao longo destes anos, a Ecotelhado contribui para diminuir os danos ambientais causados pelo crescimento urbano e pela falta de planejamento das cidades. Premiada como a marca mais lembrada em telhados verdes e jardins verticais pela Green Building por três anos consecutivos, possui sede em Porto Alegre, atende todo o Brasil e exporta para toda América.

Foto da capa: Unisinos – Foto Divulgação

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Rodolfo Bracali

Nascido na Argentina, Rodolfo Bracali mora no Brasil a 17 anos, é Blogueiro de Imprensa. Atualmente seu interesse principal é a notícia, especializado em Assessoria Gastronômica e Webdesign.

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